Quem está de dentro entende o negócio.
O contador entende. O gerente do banco entende. O filho que trabalha na fazenda desde os quinze entende. Quem convive com a operação sabe por que existem cinco empresas, por que aquele contrato ficou naquele CNPJ e por que a decisão sempre passa por uma pessoa só.
O problema aparece quando chega alguém de fora. Um fundo, um sócio novo, um comprador, um juiz. Essa pessoa não conviveu, não vai perguntar duas vezes e não tem por que confiar. Vai olhar a estrutura e decidir a partir do que a estrutura diz.
É nisso que o Conte e Lima trabalha. Conhecemos os dois setores por dentro o suficiente para entender por que a estrutura ficou do jeito que ficou, e o trabalho é deixar o negócio explicável para quem não estava lá.
O trabalho tem três movimentos.
Organizar o que já existe.
Antes de propor qualquer instrumento, entender por que a estrutura ficou do jeito que ficou. O desenho não está errado, ele envelheceu junto com o negócio.
Nomear o instrumento adequado.
Acordo de sócios, holding, ações preferenciais, escritura, contrato de investimento. O certo é o modelo que condiz com o seu negócio, não o que está na moda.
Escrever a regra antes de ela fazer falta.
O que não está escrito costuma custar caro justamente no dia em que alguém de fora pergunta.